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Como escolher entre unidades com plantas diferentes no mesmo condomínio?
Publicado em 06/Ago/2026
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Como escolher entre unidades com plantas diferentes no mesmo condomínio

Quando duas unidades ficam no mesmo prédio, com a mesma vista geral, o mesmo padrão de acabamento e praticamente o mesmo valor de tabela, a decisão parece simples. Mas não é. A planta de um apartamento influencia diretamente na rotina de quem mora ali, no potencial de valorização e até na facilidade de revenda no futuro. Por isso, antes de assinar qualquer proposta, vale entender o que realmente diferencia uma planta da outra dentro do mesmo empreendimento.

Este conteúdo foi produzido em colaboração com o corretor de imóveis Marcos Koslopp, profissional com ampla vivência em imóveis como o Almare Jurerê e outros empreendimentos de destaque no Norte e no Litoral de Santa Catarina. A ideia, ao unir a experiência prática dele com uma análise aprofundada do tema, é entregar um material completo, direto e realmente útil para quem está diante dessa escolha.

Escolher entre plantas diferentes no mesmo condomínio não é apenas uma questão de gosto pessoal. Existem fatores técnicos, financeiros e até comportamentais que precisam entrar na conta. A seguir, vamos destrinchar cada um deles.

O que realmente muda entre plantas diferentes

Em um mesmo condomínio, é comum encontrar variações de planta mesmo dentro da mesma metragem nominal. Isso acontece porque os incorporadores costumam desenvolver diferentes soluções arquitetônicas para atender perfis distintos de comprador, famílias com crianças, casais sem filhos, investidores que buscam locação por temporada, entre outros.

As diferenças mais comuns entre plantas de um mesmo empreendimento envolvem:

  • Distribuição dos ambientes, como cozinha integrada ou fechada, suíte com closet ou sem closet
  • Quantidade e posição das varandas
  • Formato do living, mais retangular ou mais quadrado
  • Posição das vagas de garagem e depósito vinculado
  • Área privativa total, mesmo que a diferença seja de poucos metros quadrados
  • Pé direito em algumas unidades específicas, como coberturas ou garden

Essas variações, ainda que pareçam pequenas no papel, mudam completamente a sensação de amplitude e a funcionalidade do imóvel no dia a dia. Um apartamento com cozinha integrada, por exemplo, tende a parecer mais espaçoso, mas perde privacidade em relação a quem prefere separar os ambientes.

Orientação solar e insolação, um ponto que poucos consideram

Um dos aspectos mais negligenciados na hora de comparar plantas dentro do mesmo condomínio é a orientação solar de cada unidade. Duas plantas idênticas, localizadas em torres ou posições diferentes do terreno, podem ter comportamentos térmicos completamente distintos ao longo do dia.

Em Santa Catarina, especialmente nas regiões litorâneas do Norte da Ilha e do Litoral Norte, a insolação da tarde costuma ser mais valorizada, principalmente em imóveis voltados para o mar, já que garante luz natural durante boa parte do dia e aquece os ambientes nos meses mais frios. Já unidades com sol da manhã tendem a ser mais frescas, o que agrada quem busca conforto térmico no verão.

Antes de decidir, vale perguntar diretamente à construtora ou à imobiliária responsável pela venda qual é a orientação solar de cada planta disponível. Essa informação nem sempre está evidente na tabela comercial, mas faz enorme diferença na experiência de morar no imóvel.

Vista, andar e posição dentro da torre

Mesmo dentro de plantas idênticas, o andar e a posição na torre alteram o valor final da unidade. Isso é ainda mais evidente em empreendimentos litorâneos, onde a vista para o mar pode representar um acréscimo significativo no preço por metro quadrado.

Alguns pontos importantes para considerar nesse critério:

  • Andares mais altos costumam ter vista mais ampla, mas também valor mais elevado
  • Unidades de esquina geralmente recebem mais luz natural e ventilação cruzada
  • A proximidade com elevadores e áreas comuns pode gerar mais ruído
  • Unidades voltadas para a área de lazer podem ter menos privacidade, mas costumam ser mais valorizadas para locação por temporada

Se o objetivo é morar, a prioridade pode ser sossego e ventilação. Se o objetivo é investir, a vista e a posição costumam pesar mais na hora da revenda ou da locação.

Metragem e distribuição, o que pesa mais na decisão

Muita gente foca exclusivamente na metragem total, mas a distribuição do espaço é tão importante quanto o tamanho em si. Um apartamento de 75 metros quadrados com planta bem resolvida pode parecer mais confortável do que outro de 85 metros quadrados com corredores longos e ambientes mal aproveitados.

Na prática, vale observar:

  • Se os quartos comportam móveis padrão sem dificuldade
  • Se a área de serviço tem espaço suficiente para lavanderia
  • Se o living permite diferentes configurações de mobília
  • Se há espaço de armazenamento além dos armários planejados

Essas questões, ainda que pareçam detalhes, fazem toda a diferença na hora de organizar a rotina dentro do imóvel.

O mercado imobiliário catarinense e o peso da escolha certa

Entender o cenário do mercado ajuda a tomar uma decisão mais consciente, principalmente quando o objetivo envolve valorização futura. O mercado imobiliário de Florianópolis segue em trajetória de alta consistente, com o preço médio do metro quadrado na capital já ultrapassando a faixa de R$ 12 mil, refletindo uma valorização próxima de 8% em pouco mais de um ano.

Nos bairros do Norte da Ilha, esse movimento é ainda mais expressivo. Regiões como Jurerê chegaram a registrar altas de até 50% no preço do metro quadrado em um único ano, alcançando patamares próximos de R$ 25 mil por metro quadrado em unidades amplas. Esse tipo de movimento reforça um ponto essencial, a escolha da planta e da posição dentro do condomínio impacta diretamente no potencial de valorização do imóvel dentro de um cenário regional já bastante aquecido.

Especialistas do setor também apontam que a tendência de alta deve continuar nos próximos anos, principalmente pela escassez de terrenos disponíveis frente à demanda crescente por imóveis na região. Isso significa que, mesmo entre unidades do mesmo empreendimento, aquelas com melhor planta, vista e posição tendem a se valorizar de forma mais acelerada ao longo do tempo.

Como avaliar o custo benefício entre plantas diferentes

Diante de tantas variáveis, o ideal é montar um comparativo objetivo antes de decidir. Algumas perguntas ajudam a organizar esse processo:

  1. Qual é a diferença de preço entre as plantas disponíveis
  2. Essa diferença compensa o ganho em metragem, vista ou orientação solar
  3. A unidade escolhida terá boa liquidez em uma eventual revenda
  4. A planta atende às necessidades reais da família hoje e nos próximos anos
  5. O layout permite flexibilidade para mudanças futuras, como transformar um escritório em quarto

Responder a essas perguntas com calma evita decisões baseadas apenas na emoção do lançamento ou na pressão do momento da venda.

O papel do corretor especializado nesse processo

Contar com um corretor de imóveis que conheça profundamente o empreendimento faz toda a diferença na hora de comparar plantas. Muitas vezes, as diferenças entre unidades não estão claras nos materiais de divulgação, e só quem acompanha o projeto desde o lançamento consegue orientar sobre qual planta realmente entrega o melhor equilíbrio entre preço, funcionalidade e potencial de valorização.

Segundo Marcos Koslopp, especialista em empreendimentos como o Almare Jurerê, um dos erros mais comuns entre compradores é escolher a planta apenas pelo valor de entrada, sem considerar o comportamento térmico, a posição solar e o potencial de revenda da unidade dentro do condomínio. Essa análise mais criteriosa costuma evitar arrependimentos e garante uma compra mais alinhada aos objetivos de cada comprador, seja morar, seja investir.

Erros comuns na hora de escolher entre plantas

Alguns equívocos aparecem com frequência durante esse processo de decisão, e vale a pena conhecê-los para não repeti-los:

  • Escolher a planta mais barata sem considerar o custo de oportunidade na revenda
  • Ignorar a orientação solar em busca apenas de metragem
  • Não visitar unidades já entregues com a mesma planta, quando possível
  • Deixar de simular o mobiliário real dentro dos ambientes
  • Focar apenas na fachada e negligenciar a distribuição interna

Evitar essas armadilhas exige tempo e atenção aos detalhes, mas o resultado é uma escolha muito mais assertiva e segura.

Quando vale a pena pagar mais por uma planta diferenciada

Nem sempre a unidade mais cara é a melhor escolha, mas em muitos casos o valor adicional se justifica plenamente. Isso costuma acontecer quando a diferença de preço está associada a:

  • Vista definitiva e permanente, sem possibilidade de bloqueio por construções futuras
  • Melhor ventilação cruzada, o que reduz custos com climatização
  • Posição mais afastada de áreas comuns barulhentas
  • Layout que aproveita melhor cada metro quadrado disponível

Nessas situações, o investimento extra tende a se pagar tanto na qualidade de vida quanto no valor de revenda futuro.

Buscando imóveis à venda com o perfil certo

Para quem está pesquisando imóveis à venda dentro de um mesmo condomínio, o ideal é solicitar o book completo de plantas disponíveis antes de qualquer decisão. Isso permite comparar lado a lado as opções, entender as diferenças de metragem, posição e valor, e escolher com mais segurança a unidade que melhor atende às necessidades da família ou aos objetivos de investimento.

Vale também conversar diretamente com quem acompanha o empreendimento de perto, seja a construtora, seja um profissional especializado na região, para esclarecer dúvidas técnicas que nem sempre aparecem nos materiais de divulgação padrão.

Conclusão

Escolher entre unidades com plantas diferentes no mesmo condomínio exige mais do que observar o preço final. Orientação solar, distribuição dos ambientes, posição na torre e potencial de valorização são fatores que juntos determinam se aquela compra vai realmente atender às expectativas de quem procura um novo lar ou um bom investimento. Com o mercado imobiliário de Santa Catarina em franca expansão, especialmente em regiões como Jurerê e o Norte da Ilha, entender essas diferenças se torna ainda mais estratégico, tanto para quem busca moradia quanto para quem enxerga na venda de imóveis uma oportunidade sólida de valorização patrimonial nos próximos anos.